[Crônica] Festas Juninas - Por Marcelo Segala

    E chegamos no meio do ano, época das tradicionais festas juninas. Mas você sabe como elas surgiram ? Dizem os historiadores que foi há centenas de anos na Antiga Europa e que serviam para comemorar a colheita e homenagear deusas, entre elas Juno. Por isso as festa eram chamadas "Junônias".
    Devido a essa origem européia, elas chegaram ao Brasil com a colonização portuguesa. Por coincidência, os índios que aqui habitavam também realizavam festas no mês de junho e a fusão das tradições foi o estopim para as nossas festas de hoje.
    Como a Igreja Católica, através dos jesuítas, assumiu a realização dessas festas, três santos passaram a ser homenageados: Santo Antônio, São Pedro e São João.
    Hoje em dia temos esses festejos acontecendo em todo o território nacional, sendo que as duas festas juninas mais badaladas ocorrem em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE).
    Mas agora vamos deixar um pouco de lado a origem histórica e falar das curiosidades dessas tradicionais farras. Afinal, quem nunca saboreou um quentão ou um pé-de-moleque ? E o casamento na roça ? Eu, por exemplo, já fui padre, coroinha, noivo e até pai da noiva de alguns desses "casamentos". Nunca pulei uma fogueira e nem subi num pau-de-sebo, mas já falei várias vezes a famosa palavra "anarriê" ao participar de uma quadrilha junina. E também já ganhei vários brindes nas tradicionais "pescarias".
    A festa junina é um retrato cultural do nosso povo e, além de ser muito divertida, serve para guardamos recordações inocentes e bonitas da nossa infância e a voltarmos a ser crianças quando participamos dessas brincadeiras quando somos adultos.
    E se você ainda vai participar de alguma festa junina nesse ano, não se esqueça de ficar atento ao maior de todos os avisos: "OLHA A COBRA !".